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Data da publicação: 09/08/2024, 11:39:33

PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE. AUSÊNCIA DE INCAPACIDADE ATUAL. VARIZES SIMPLES E ÚLCERAS CICATRIZADAS. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS DE INCAPACIDADE EM PERÍODO ANTERIOR. PRECLUSÃO DA PROVA. BENEFÍCIO INDEVIDO. - Os requisitos para a concessão da aposentadoria por invalidez compreendem: a) o cumprimento do período de carência, quando exigida, prevista no art. 25 da Lei n° 8.213/91; b) a qualidade de segurado, nos termos do art. 15 da Lei de Benefícios e c) incapacidade definitiva para o exercício da atividade laborativa. O auxílio doença difere apenas no que tange à incapacidade, a qual deve ser temporária. - A autora, 52 anos de idade, empregada domestica, submeteu-se a pericia judicial, não restando comprovada a incapacidade atual, embora portadora de varizes dos membros inferiores sem úlcera ou inflamação. -O perito sugeriu a possibilidade de ter havido período pretérito de incapacidade, entretanto, afirmou que não havia nos autos elementos que possibilitasse essa análise. Deferido prazo para juntada de documentos hábeis a demonstrar a incapacidade anterior, a parte autora apenas impugnou o laudo fazendo referência a atestado já presente nos autos e, portanto, já analisado pelo perito, além de ter apresentado novos atestados médicos datados de fevereiro e março de 2021, que não se prestam a comprovar a incapacidade passada. -Eventual piora no estado de saúde da autora, após a propositura da demanda, ser objeto de novo pedido administrativo, a fim de que o INSS o analise de acordo com a nova situação fática. -Portanto, os documentos apresentados após o exame pericial em nada alteram o resultado da demanda. Eventual agravamento da doença deve ser objeto de novo requerimento administrativo o qual, se indeferido, pode ensejar a propositura de nova demanda. -Não há incapacidade laborativa atual, podendo retornar às mesmas atividades habitualmente realizadas. - Recurso da parte Autora que se nega provimento. (TRF 3ª Região, 9ª Turma Recursal da Seção Judiciária de São Paulo, RecInoCiv - RECURSO INOMINADO CÍVEL - 0000076-92.2020.4.03.6308, Rel. Juiz Federal ALESSANDRA DE MEDEIROS NOGUEIRA REIS, julgado em 11/11/2021, DJEN DATA: 16/11/2021)



Processo
RecInoCiv - RECURSO INOMINADO CÍVEL / SP

0000076-92.2020.4.03.6308

Relator(a)

Juiz Federal ALESSANDRA DE MEDEIROS NOGUEIRA REIS

Órgão Julgador
9ª Turma Recursal da Seção Judiciária de São Paulo

Data do Julgamento
11/11/2021

Data da Publicação/Fonte
DJEN DATA: 16/11/2021

Ementa


E M E N T A


EMENTA

PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE. AUSÊNCIA DE INCAPACIDADE
ATUAL. VARIZES SIMPLES E ÚLCERAS CICATRIZADAS. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS
COMPROBATÓRIOS DE INCAPACIDADE EM PERÍODO ANTERIOR. PRECLUSÃO DA
PROVA. BENEFÍCIO INDEVIDO.
- Os requisitos para a concessão da aposentadoria por invalidez compreendem: a) o cumprimento
do período de carência, quando exigida, prevista no art. 25 da Lei n° 8.213/91; b) a qualidade de
segurado, nos termos do art. 15 da Lei de Benefícios e c) incapacidade definitiva para o exercício
da atividade laborativa. O auxílio doença difere apenas no que tange à incapacidade, a qual deve
ser temporária.
- A autora, 52 anos de idade, empregada domestica, submeteu-se a pericia judicial, não restando
comprovada a incapacidade atual, embora portadora de varizes dos membros inferiores sem
úlcera ou inflamação.
-O perito sugeriu a possibilidade de ter havido período pretérito de incapacidade, entretanto,
afirmou que não havia nos autos elementos que possibilitasse essa análise. Deferido prazo para
juntada de documentos hábeis a demonstrar a incapacidade anterior, a parte autora apenas
impugnou o laudo fazendo referência a atestado já presente nos autos e, portanto, já analisado
Jurisprudência/TRF3 - Acórdãos

pelo perito, além de ter apresentado novos atestados médicos datados de fevereiro e março de
2021, que não se prestam a comprovar a incapacidade passada.
-Eventual piora no estado de saúde da autora, após a propositura da demanda, ser objeto de
novo pedido administrativo, a fim de que o INSS o analise de acordo com a nova situação fática.
-Portanto, os documentos apresentados após o exame pericial em nada alteram o resultado da
demanda. Eventual agravamento da doença deve ser objeto de novo requerimento administrativo
o qual, se indeferido, pode ensejar a propositura de nova demanda.
-Não há incapacidade laborativa atual, podendo retornar às mesmas atividades habitualmente
realizadas.
- Recurso da parte Autora que se nega provimento.

Acórdao

PODER JUDICIÁRIOTurmas Recursais dos Juizados Especiais Federais Seção Judiciária de
São Paulo
9ª Turma Recursal da Seção Judiciária de São Paulo

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) Nº0000076-92.2020.4.03.6308
RELATOR:25º Juiz Federal da 9ª TR SP
RECORRENTE: LINDAURA INACIO DE SOUZA

Advogado do(a) RECORRENTE: GUILHERME TRINDADE ABDO - SP271744-N

RECORRIDO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS


OUTROS PARTICIPANTES:





PODER JUDICIÁRIOJUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA 3ª REGIÃOTURMAS RECURSAIS
DOS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS DE SÃO PAULO

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) Nº0000076-92.2020.4.03.6308
RELATOR:25º Juiz Federal da 9ª TR SP
RECORRENTE: LINDAURA INACIO DE SOUZA
Advogado do(a) RECORRENTE: GUILHERME TRINDADE ABDO - SP271744-N
RECORRIDO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

OUTROS PARTICIPANTES:





R E L A T Ó R I O

[# I – RELATÓRIO

Trata-se de recurso da parte autora objetivando a reforma da sentença que julgou improcedente
seu pedido para concessão de benefício por incapacidade.

Não há contrarrazões.



PODER JUDICIÁRIOJUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA 3ª REGIÃOTURMAS RECURSAIS
DOS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS DE SÃO PAULO

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) Nº0000076-92.2020.4.03.6308
RELATOR:25º Juiz Federal da 9ª TR SP
RECORRENTE: LINDAURA INACIO DE SOUZA
Advogado do(a) RECORRENTE: GUILHERME TRINDADE ABDO - SP271744-N
RECORRIDO: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

OUTROS PARTICIPANTES:





V O T O





II – VOTO

Inicialmente, verifico que não ocorreu qualquer ofensa aos princípios do contraditório e da
ampla defesa, sendo certo que o Magistrado não está obrigado a determinar a realização de
perícia complementar, quando o laudo pericial já estiver concluso e bem fundamentado, nem
determinar perícia com especialista, uma vez que, sendo a função primordial da perícia avaliar

a (in)capacidade laborativa do interessado, e não realizar tratamento da patologia - hipótese em
que a maior especialização faz toda a diferença no sucesso da terapia - é possível que esse
exame seja feito por médico de qualquer especialidade.


Ressalto que o Perito Judicial descreveu com detalhes as queixas apresentadas pela parte
Autora, analisou os documentos médicos apresentados de modo que a prova está completa,
apresenta-se clara e coerente e, não havendo necessidade de qualquer dilação probatória,
indefiro a realização de nova perícia, de modo que passo a analisar o mérito recursal.

Não assiste razão à recorrente.

Os artigos 46 e 82, § 5°, da Lei 9.099/95, facultam à Turma Recursal dos Juizados Especiais a
remissão aos fundamentos adotados na sentença.

Assim sendo, adoto os mesmos fundamentos da sentença recorrida, nos termos do que dispõe
o artigo 46, da Lei n.º 9.099/1995, c/c o artigo 1º, da Lei n.º 10.259/2001.

No caso em pauta, a autora, 52 anos de idade, empregada domestica, submeteu-se a pericia
judicial, não restando comprovada a incapacidade atual, embora portadora de varizes dos
membros inferiores sem úlcera ou inflamação.

Consta do laudo pericial (arquivo 32) “A autora é portadora de varizes simples e úlcera
cicatrizada.. A profissão da autora é empregada doméstica/caseira. Baseada nos fatos expostos
e na análise de documentos conclui-se que a autora NÃO apresenta incapacidade para o
trabalho. Não é portador de patologia que a impede de trabalhar. Não há atestados
fundamentados que comprovam a incapacidade para o trabalho. Não há exames
complementares que comprovam a incapacidade para o trabalho. Não há incapacidade para o
trabalho”.

Em resposta aos quesitos da parte autora, o Perito afirmou:

“9. Diga o Perito se alguma das doenças constatadas pode agravar as demais enfermidades?
De qual forma Quais as consequências?
A queixa da Autora foi pontual não posso trabalhar porque a úlcera abre. No momento não tem
úlcera e se trabalhar usando meias elástica, a serem prescritas por vascular, não terá
problemas para trabalhar.

10. Considerando as particularidades do quadro clínico do(a) Periciando(a), o Perito entende
que ele(a) se encontra em igualdade de condições em relação aos demais trabalhadores do
ramo em meio ao mercado de trabalho?
Sim, com pessoas da sua faixa etária.


(...)

14. Diga o perito se houve superação total das patologias mencionadas na presente petição.
Sim, não tem úlcera, está completamente cicatrizada.”.

Embora na data do exame pericial não tenha sido constatada a incapacidade, considerando que
as lesões estavam cicatrizadas/assintomáticas, o Perito mencionou a possibilidade de
incapacidade pretérita, a qual não foi possível precisar diante da insuficiência de documentos
médicos.

Diante desta constatação, foi deferido prazo para que a autora apresentasse relatórios médicos
informando o período em que fez curativos de ulceras abertas (arquivos 41 a 44), porém, os
documentos anexados (arquivo 45) não se referem a eventual incapacidade pretérita, de modo
que referida prova restou preclusa.

Acrescento que os documentos anexos ao arquivo 45 em nada alteram o resultado da
demanda. Eventual agravamento da doença deve ser objeto de novo requerimento
administrativo o qual, se indeferido, pode ensejar a propositura de nova demanda.

Como bem observado na sentença “Não obstante o perito ter concluído pela inexistência de
incapacidade laborativa atual, sugeriu a possibilidade de ter havido período pretérito em que a
autora tenha apresentado incapacidade, entretanto, afirmou que não havia nos autos elementos
que possibilitasse essa análise. Este juízo deferiu prazo para que a parte autora providenciasse
a juntada de documentos hábeis a demonstrar a incapacidade anterior, conforme solicitado pelo
perito, entretanto, a parte autora apenas impugnou o laudo fazendo referência a atestado já
presente nos autos e, portanto, já analisado pelo perito, além de ter apresentado novos
atestados médicos datados de fevereiro e março de 2021, que não se prestam a comprovar a
incapacidade passada. Ademais, caso tenha se verificado piora no estado de saúde da autora,
deve a posterior incapacidade ser objeto de novo pedido administrativo, a fim de que o INSS o
analise de acordo com a nova situação fática.”.

Em que pese à impugnação ao laudo pericial, noto que a parte autora não apresentou
elementos aptos a contrariar o resultado da perícia. A mera divergência entre os atestados
emitidos pelos médicos da autora e o laudo pericial não desqualifica este último. Além de gozar
da confiança do juízo, o perito é equidistante das partes e, sem demonstração de equívoco no
trabalho por ele desenvolvido, suas conclusões não devem ser rejeitadas, não havendo
qualquer nulidade na pericia realizada.

Deste modo, considerando a prova produzida nos autos, entendo que não houve cerceamento
de defesa, como também não há necessidade de dilação probatória.
De outro lado, não é caso de realização de novo exame com especialista. Como a função

primordial da perícia é avaliar a incapacidade laborativa do interessado, e não realizar
tratamento da patologia - hipótese em que a maior especialização faz toda a diferença no
sucesso da terapia - é possível que esse exame seja feito por médico de qualquer
especialidade.

Aqui, vale mencionar trecho do parecer do Conselho Regional de Medicina do Estado de São
Paulo - CREMESP na resposta à consulta n. 51.337/06, em que se indagava se qualquer
médico está apto a realizar perícias médicas:

1) Qualquer médico está apto a praticar qualquer ato médico e, por isso, qualquer profissional
médico pode realizar qualquer perícia médica de qualquer especialidade médica. Não há
divisão de perícia em esta ou aquela especialidade. Vale lembrar que a responsabilidade
médica é intransferível, cabendo ao profissional que realiza a perícia assumir esta
responsabilidade. (Disponível em:
http://www.cremesp.org.br/library/modulos/legislacao/pareceres/versao_impressao.php?id=8600
>. Acesso em: 10 ago. 2012.

Registre-se ainda decisão da Turma Nacional de Uniformização 2008.72.51.00.3146-2, de
relatoria da Juíza Federal Joana Carolina Lins Pereira, que afastou a obrigatoriedade de que
perícia seja realizada apenas por especialistas:

PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO.
REQUERIMENTO DE SEGUNDA PERÍCIA, POR MÉDICO ESPECIALISTA.
DESNECESSIDADE. 1. O artigo 437 do Código de Processo Civil, a respeito, estatui que “O
juiz poderá determinar, de ofício ou a requerimento da parte, a realização de nova perícia,
quando a matéria não Ihe parecer suficientemente esclarecida”. A regra parte do princípio do
livre convencimento: somente determinará a realização de segunda perícia o juiz que não se
considerar esclarecido, de maneira segura, pelo primeiro laudo oferecido. A insegurança pode
se manifestar até em grau de recurso, o que demandará a anulação da sentença, para fins de
elaboração de um segundo exame pericial. 2. É inegável que, em determinadas situações, faz-
se mesmo necessário um segundo exame, o que ocorre quando, v.g., é o primeiro laudo
insuficiente ou lacônico. A realização de um segundo exame por outro médico, por seu turno,
pode se afigurar recomendável quando o próprio perito, em seu laudo, demonstrar insegurança
ou sugerir o encaminhamento do periciando a um especialista. Pode-se acrescentar a tais
hipóteses as situações em que, dada a natureza da especialidade, não se poderia mesmo
cogitar da realização do exame pelo médico designado: na existência de problemas
psiquiátricos, exempli gratia, a perícia não poderia ser realizada por um ortopedista. 3. No caso
dos autos, não houve hesitação ou sinal de insegurança por parte do perito, o qual se baseou
em atestados, em relatórios de exames apresentados pelo autor, bem como no próprio relato
deste. Foi afirmado pelo experto, inclusive, que “no momento não necessita de outros exames
para o laudo pericial atual”. Dispensável, portanto, a realização de segunda perícia. 4. Pedido
de Uniformização não provido.

(PEDIDO 200872510031462, JUÍZA FEDERAL JOANA CAROLINA LINS PEREIRA, DJ
09/08/2010.)

Ante o exposto, nego provimento ao recurso da parte autora.

Condeno a parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios, que arbitro em 10% (dez
por cento) do valor da condenação, nos termos do artigo 55 da Lei federal nº 9.099/1995
(aplicado subsidiariamente), cujo montante deverá ser corrigido monetariamente desde a data
do presente julgamento colegiado (artigo 1º, § 1º, da Lei federal nº 6.899/1981), de acordo com
os índices da Justiça Federal (“Manual de Orientação de Procedimentos para Cálculos na
Justiça Federal”, aprovado pela Resolução nº 134/2010, com as alterações da Resolução nº
267/2013, ambas do Conselho da Justiça Federal – CJF).

Na hipótese de a parte autora ser beneficiária de assistência judiciária gratuita, o pagamento
dos valores mencionados ficará suspenso nos termos da Lei.

É o voto.







E M E N T A


EMENTA

PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE. AUSÊNCIA DE INCAPACIDADE
ATUAL. VARIZES SIMPLES E ÚLCERAS CICATRIZADAS. AUSÊNCIA DE DOCUMENTOS
COMPROBATÓRIOS DE INCAPACIDADE EM PERÍODO ANTERIOR. PRECLUSÃO DA
PROVA. BENEFÍCIO INDEVIDO.
- Os requisitos para a concessão da aposentadoria por invalidez compreendem: a) o
cumprimento do período de carência, quando exigida, prevista no art. 25 da Lei n° 8.213/91; b)
a qualidade de segurado, nos termos do art. 15 da Lei de Benefícios e c) incapacidade definitiva
para o exercício da atividade laborativa. O auxílio doença difere apenas no que tange à
incapacidade, a qual deve ser temporária.
- A autora, 52 anos de idade, empregada domestica, submeteu-se a pericia judicial, não
restando comprovada a incapacidade atual, embora portadora de varizes dos membros
inferiores sem úlcera ou inflamação.
-O perito sugeriu a possibilidade de ter havido período pretérito de incapacidade, entretanto,

afirmou que não havia nos autos elementos que possibilitasse essa análise. Deferido prazo
para juntada de documentos hábeis a demonstrar a incapacidade anterior, a parte autora
apenas impugnou o laudo fazendo referência a atestado já presente nos autos e, portanto, já
analisado pelo perito, além de ter apresentado novos atestados médicos datados de fevereiro e
março de 2021, que não se prestam a comprovar a incapacidade passada.
-Eventual piora no estado de saúde da autora, após a propositura da demanda, ser objeto de
novo pedido administrativo, a fim de que o INSS o analise de acordo com a nova situação
fática.
-Portanto, os documentos apresentados após o exame pericial em nada alteram o resultado da
demanda. Eventual agravamento da doença deve ser objeto de novo requerimento
administrativo o qual, se indeferido, pode ensejar a propositura de nova demanda.
-Não há incapacidade laborativa atual, podendo retornar às mesmas atividades habitualmente
realizadas.
- Recurso da parte Autora que se nega provimento. ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, Visto, relatado e discutido
este processo, em que são partes as acima indicadas, decide a Nona Turma Recursal do
Juizado Especial Federal da Terceira Região - Seção Judiciária de São Paulo, por unanimidade,
negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Participaram do julgamento os
Excelentíssimos Juízes Federais Alessandra de Medeiros Nogueira Reis, Marisa Regina
Amoroso Quedinho Cassetari e Ricardo Geraldo Rezende Silveira.

São Paulo, 11 de novembro de 2021, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte
integrante do presente julgado.


Resumo Estruturado

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